Excerto do meu livro – desilusão

Não conseguia dar nem mais um passo. Não podia fugir mais. Aterrou no banco e, encharcada, deitou-se e fechou os olhos, pensando nos seus entes queridos. Chorou, de tristeza e de desgosto. Por que não poderia o mundo ser como aquele que a sua Mãe e Avó idealizaram? Porque era assim. O mundo não é e nunca será uma utopia. Os comportamentos humanos e as diferentes concepções em relação à Natureza mudam conforme os interesses de cada um. Contudo, cada um de nós tem a capacidade de idealizar e conceber um mundo melhor e preservá-lo, vivendo, assim, em harmonia, quer com o mundo, quer connosco mesmos.

(…)

A chuva não cessava, tal como a tristeza de Inês. Toda a mágoa que acumulara no seu coração não a permitiam sorrir agora. E essa fora a maior mudança em si.

Elisabete Martins de Oliveira
04.03.2018

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Nascida no dia da Liberdade, trago-a comigo na mente todos os dias. Sou companheira da Natureza, da sua simplicidade e complexidade, e aprecio o seu silêncio e os seus tão magnos sons – especialmente os do Mar. Tenho um encanto pela Música, pela inspiração que me traz para todos os momentos da minha vida. Sou apaixonada por viagens e autocaravanas, e por tudo o que o mundo me pode ensinar. E sou amante da Escrita, aquilo que me define, o mais incrível e deslumbrante modo de vida que consigo conceber.