Um tanto só e somente isso

Sinto-me um tanto só e é somente isso. Sinto que a solidão, que me assiste sistematicamente, sorri sarcasticamente. E eu assim me sinto, só, escutando o som de suaves sonetos que soam a serenidade. A minha sanidade não é segura, é antes saciada pela insalubridade da incerteza. Soam estranhos, os sons sádicos da insanidade. Soam a saltos que não singram na sua função. Soam a sapiência surripiada, soam a sanção e a coerção.

E eu assim me sinto. Só, sem conseguir sarar o sacrifício, sem a insaciável sabedoria.

Elisabete Martins de Oliveira
04.05.2018

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Nascida no dia da Liberdade, trago-a comigo na mente todos os dias. Sou companheira da Natureza, da sua simplicidade e complexidade, e aprecio o seu silêncio e os seus tão magnos sons – especialmente os do Mar. Tenho um encanto pela Música, pela inspiração que me traz para todos os momentos da minha vida. Sou apaixonada por viagens e autocaravanas, e por tudo o que o mundo me pode ensinar. E sou amante da Escrita, aquilo que me define, o mais incrível e deslumbrante modo de vida que consigo conceber.