Quando a Noite Cai

Quando a noite cai,
o silêncio inunda o meu interior
desfaz qualquer dúvida
e o medo, altivo, surge.

E de repente tudo muda.
A alegria, antes sentida,
perde-se no rumo da incerteza,
despedaçando qualquer esperança.

O palpitar do meu coração acelera,
rebenta-me no peito, descontrolado,
e a pressão na minha mente
deixa-me a sufocar lentamente.

Sofrimento, quem me dera travar-te,
amarrar-te algures no vazio,
deixar-te lá sem nunca mais te encontrar,
embora dali te quisesses libertar.

Que posso eu fazer,
se a minha pequenez
neste mundo caótico
apenas me retrai?

Resta-me combater-te
com todas as armas que tenho,
pois quero-te longe, ó sofrimento,
longe da minha mente.

Quero apenas a paz
quando a noite surge,
Quero apenas a tranquilidade
quando a angústia urge.

Elisabete Martins de Oliveira
05.06.2018

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Nascida no dia da Liberdade, trago-a comigo na mente todos os dias. Sou companheira da Natureza, da sua simplicidade e complexidade, e aprecio o seu silêncio e os seus tão magnos sons – especialmente os do Mar. Tenho um encanto pela Música, pela inspiração que me traz para todos os momentos da minha vida. Sou apaixonada por viagens e autocaravanas, e por tudo o que o mundo me pode ensinar. E sou amante da Escrita, aquilo que me define, o mais incrível e deslumbrante modo de vida que consigo conceber.