Barco

Barco, que te vais,

que navegas pelo mar,

como os velhos ancestrais,

irás, um dia, regressar?

 

A tua silhueta,

perante o lindo crepúsculo,

consigo acarreta

um segredo no opúsculo.

 

Em teu redor, as ondas

despertam majestosamente

a quietude das crenças

dos que amam profundamente.

 

É esta a despedida,

sob o canto das gaivotas,

uma viagem de ida,

ao relento, pelas rotas.

 

Aguardo o teu regresso

aqui, neste cais,

e a ti confesso

que te esquecerei jamais.

 

Elisabete Martins de Oliveira

01.04.2020

Publicado por

Nascida no dia da Liberdade, trago-a comigo na mente todos os dias. Sou companheira da Natureza, da sua simplicidade e complexidade, e aprecio o seu silêncio e os seus tão magnos sons – especialmente os do Mar. Tenho um encanto pela Música, pela inspiração que me traz para todos os momentos da minha vida. Sou apaixonada por viagens e autocaravanas, e por tudo o que o mundo me pode ensinar. E sou amante da Escrita, aquilo que me define, o mais incrível e deslumbrante modo de vida que consigo conceber.

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