O trabalho enquanto identidade

Esta expressão, é certo, não é uma novidade. Desde há vários séculos que as pessoas são definidas pelo que fazem: o carpinteiro, o professor, a costureira, a professora, a médica, o pescador, o escultor, o construtor, a oleira. As circunstâncias são semelhantes nos dias que correm.

Quando te perguntam quem és, a tua resposta muito depressa resvalará para aquilo que fazes, de tal forma que a tua identidade pessoal e profissional são quase indissociáveis. E por que razão é que isto acontece, perguntas-te? Ora, se pensares bem, passas a grande parte do teu tempo a trabalhar, seja de forma remunerada ou não. Isto faz com que o teu próprio sentido de vida esteja ligado àquilo que fazes.

Trocado por miúdos, se és, por exemplo, recrutador(a), irás passar grande parte do teu tempo a estudar perfis de pessoas que poderão ser adequadas para uma determinada função. Se fores escritor(a), como eu, passarás todo o tempo a escrever e a criar histórias na tua mente, mesmo quando não estás a escrever. Se adicionares o factor gosto à realização do teu trabalho, que te auto-realiza, mais sentido fará definires-te pelo que fazes. Para além de passares a maior parte do teu tempo a trabalhar, gostas do que fazes, o que contribui para a tua identidade pessoal – identificas-te com a função que exerces, o que fazes é parte de ti. E é aqui que a tua identidade pessoal e profissional se fundem numa.

Com isto, não estranhes se pensares que não consegues ter uma vida plena sem o teu trabalho. Faz sentido o teu trabalho ser uma peça importante na tua vida. Faz sentido exerceres a tua paixão e não conseguires imaginar uma vida sem ela. Afinal, o teu trabalho pode auxiliar-te ou ser a razão para atingires a tua a auto-realização, o ponto mais elevado da pirâmide de Maslow.

Termino enfatizando a importância de realizares um trabalho que te dê prazer, uma razão de vida, um propósito. Afinal, passarás a maior parte do teu tempo de vida dedicada a ele. Um trabalho que te preenche é uma vida bem aproveitada. Começa hoje a fazer o que gostas!

 

Elisabete Martins de Oliveira

20.05.2020

Publicado por

Nascida no dia da Liberdade, trago-a comigo na mente todos os dias. Sou companheira da Natureza, da sua simplicidade e complexidade, e aprecio o seu silêncio e os seus tão magnos sons – especialmente os do Mar. Tenho um encanto pela Música, pela inspiração que me traz para todos os momentos da minha vida. Sou apaixonada por viagens e autocaravanas, e por tudo o que o mundo me pode ensinar. E sou amante da Escrita, aquilo que me define, o mais incrível e deslumbrante modo de vida que consigo conceber.

2 thoughts on “O trabalho enquanto identidade

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