Estamos numa discoteca? Acho que me enganei no sítio.

Estou a viver no Reino Unido há quase três anos e gosto de andar a passear pelas lojas, conhecer os seus produtos e deixar-me fascinar por um artigo. Gosto, no geral, da influência que o marketing tem em mim – quando é positivo, claro.

Ora, entre Outubro e Dezembro do ano passado, quando em várias ocasiões entrei em supermercados e lojas, tive a sensação de entrar numa discoteca. Entrava e ficava abismada. O volume da música ambiente estava demasiado elevado para aquele que eu (e, diria, a maioria das pessoas) consideraria adequado para retalho. Claro que não ficava incomodada – pelo contrário, até achava piada, porque a música animava os espaços. Numas vezes, parecia ter entrado, em concreto, numa discoteca dos anos 80!

Há qualquer coisa de curioso no ser humano, em como, quase que por instinto, reage à música. Claro que, como a maior parte das coisas, este facto não me deixou indiferente. Ao fim de um certo tempo, a minha cabeça começava – inevitavelmente – a abanar, e batia o pezinho no chão. Seguia-se um dançar discreto – que aposto que pôs a rir quem estivesse a ver a CCTV (tal como naquela vez em que, no supermercado, uma aranha de casa – daquelas grandes, peludas e assustadoras – me subiu pela mão, oriunda de um cacho de bananas, e eu dei um salto).

A música que invadia o ambiente tornava tudo mais divertido, e talvez tenha sido esse o objectivo do gerente. Como o Natal se aproximava, fazia sentido incentivar as pessoas a comprar. E a verdade é que, embora seja algo embaraçoso, isto resulta! Se eu estou feliz, se danço em resposta à música, então a minha tendência para adquirir um produto aumenta. Tão simples quanto isto!

Por isso, da próxima vez que entrar numa loja e a música estiver mais alta – mesmo que isto seja às dez e meia da noite, como já aconteceu – eu vou pôr as pessoas a rir dançando discretamente. O Natal é uma altura feliz para mim de qualquer das maneiras, mais vale manifestá-lo! Mas não apenas nesta altura do ano – em qualquer outra!

 

Elisabete Martins de Oliveira

03.06.2020

Publicado por

Nascida no dia da Liberdade, trago-a comigo na mente todos os dias. Sou companheira da Natureza, da sua simplicidade e complexidade, e aprecio o seu silêncio e os seus tão magnos sons – especialmente os do Mar. Tenho um encanto pela Música, pela inspiração que me traz para todos os momentos da minha vida. Sou apaixonada por viagens e autocaravanas, e por tudo o que o mundo me pode ensinar. E sou amante da Escrita, aquilo que me define, o mais incrível e deslumbrante modo de vida que consigo conceber.

3 thoughts on “Estamos numa discoteca? Acho que me enganei no sítio.

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