Acabei de escrever o meu segundo livro!

Terminar alguma coisa – o que quer que seja – pode trazer emoções distintas. Podemos ficar felizes, exultantes, até, ao terminarmos um curso; por outro lado, podemos olhar com tristeza para este mesmo evento, porque significa o desfecho de boas experiências que ficarão armazenadas na memória.

Mas terminar um livro é, para mim, é como despedir-me de um bom amigo. A alegria percorre-me o sorriso por ter conseguido um feito tão incrível – escreve um livro e vem depois contar-me! –, mas sinto um aperto no coração por findar uma experiência que, embora tenha sido muito trabalhosa, dolorosa e até frustrante, me elevou até à auto-realização. Eu costumo dizer que escrever um livro é como ter um filho, e sei que este sentimento é partilhado por muitos escritores. Se compararmos estas experiências, terminar um livro equivale a ver um filho sair de casa ou emigrar. Ficamos felizes por eles, a quem tanto nos dedicámos, mas não deixamos de sentir aquele peso no peito por os ver partir.

Terminei o meu primeiro livro há alguns anos, e confesso que a sensação foi de êxtase! Dez anos depois, ali tinha a minha primeira obra nas mãos! Ao findar o segundo, a sensação é semelhante, mas não deixo de sentir pena por abandonar esta história que já me acompanha há tantos anos.

Claro que a trilogia ainda não acabou! Falta-me ainda o terceiro volume, que ainda me trará as habituais dores de cabeça, frustração e incerteza. Mas, sabes o que também me trará? A ternura de escrever uma história produzida inteiramente a partir da minha imaginação! Nada mais me deixa mais feliz.

Posso dizer, com franqueza, que, após ter terminado o meu Volume II, sinto uma mistura de emoções. Por um lado, é um motivo para celebrar: terminei um livro!!!; por outro, apetece-me chorar por deixar os meus personagens. É estranho despedir-me de um livro, embora ele ainda tenha de passar por várias revisões. No entanto, já tenho várias ideias na fila que aguardam, com esperançoso entusiasmo, serem as escolhidas para a próxima jornada que é escrever um livro!

Se escrever não é felicidade, então o que é?

Elisabete Martins de Oliveira

02.09.2020

Publicado por

Nascida no dia da Liberdade, trago-a comigo na mente todos os dias. Sou companheira da Natureza, da sua simplicidade e complexidade, e aprecio o seu silêncio e os seus tão magnos sons – especialmente os do Mar. Tenho um encanto pela Música, pela inspiração que me traz para todos os momentos da minha vida. Sou apaixonada por viagens e autocaravanas, e por tudo o que o mundo me pode ensinar. E sou amante da Escrita, aquilo que me define, o mais incrível e deslumbrante modo de vida que consigo conceber.

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